Para estimular a participação de empresas privadas no Programa, o governo fará concessão de 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. “Queremos saldar a dívida de décadas de atraso em investimentos e assegurar o menor custo logístico possível, sem monopólios” afirmou a presidente Dilma Rousseff durante pronunciamento no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Passos, foram estipuladas regras para as concessões. Primeiramente, as empresas não poderão cobrar pedágios nas áreas urbanas. Além disso, a cobrança em outras áreas só será permitida quando, pelo menos, 10% das obras prometidas pelas empresas estiverem concluídas.

Uma nova estatal, a Empresa de Planejamento e Logística - EPL, foi criada para gerenciar a malha de transportes do País. “Temos que melhorar as condições de circulação nas rodovias para diminuir o custo do transporte rodoviário. Com a rodovia melhor, os caminhões circulam mais rápido, produzem mais e o frete fica mais barato”, afirma Bernardo Figueiredo, presidente da EPL.

Os investimentos possibilitarão a integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias, e maior articulação com as cadeias produtivas. O pacote é elogiado por empresários brasileiros, que enxergaram como positivo o incentivo para a iniciativa privada participar de projetos de infraestrutura do País. Além disso, os investimentos em infraestrutura de rodovias e ferrovias  beneficiarão a logística de muitas empresas, que dela dependem para gerar e ampliar negócios. 


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