“O Futuro do Estado em 2030”, ou “The Future State 2030” em inglês, destaca os seguintes desafios inevitáveis para o futuro: mudanças demográficas; ascensão das classes sociais; inclusão tecnológica; economias interligadas; dívida pública; alterações no poder econômico das nações; mudanças climáticas; escassez de recursos e urbanização.

Tais tendências foram separadas nas categorias “Individual”, “Economia global” e “Meio-ambiente físico” e todas elas são apresentadas de maneira aprofundada na pesquisa.

Segundo o estudo, o aumento da expectativa de vida e a queda das taxas de natalidade estão ocasionando um crescimento da população de idosos ao redor do mundo. Essa nova proporção é um desafio para a resolução de questões de segurança social, tais como pensões, aposentadoria e seguro de saúde. Alguns países já enfrentam a dificuldade de integrar a população mais jovem em um mercado de trabalho no qual profissionais mais velhos continuam atuando por cada vez mais tempo.

O termo “ascensão das classe sociais” diz respeito essencialmente ao desenvolvimento de cada indivíduo no planeta. Avanços globais na educação, saúde e tecnologia têm estimulado uma ascensão individual relacionada tanto ao poder aquisitivo quanto intelectual. Com essa nova característica, a população exige atualmente transparência nas ações governamentais e maior participação do povo em decisões de políticas públicas. Essa mudança no poder aquisitivo da população mundial tende a aumentar, ao ponto que, em 2022, o número de pessoas na classe média será maior que o número de pessoas consideradas pobres.

A inclusão tecnológica prevista pela KPMG baseia-se no fato de que as tecnologias de informação e de comunicações vêm transformando a sociedade nos últimos 30 anos. Uma nova onda de avanços tecnológicos cria mais oportunidades, ao passo que testa a habilidade do governo de aproveitar tal benefício e prover a supervisão necessária para a utilização segura dessas ferramentas.

O Estudo apontou ainda uma tendência que já se vê consolidada atualmente: a interligação entre economias. A Consultoria analisa que nas próximas duas décadas o número de transações internacionais será ainda maior, mas se convenções internacionais não se fortalecerem, os benefícios de tal progresso e otimismo econômico não terão impacto na sociedade.

A dívida pública dos países do globo também chama a atenção dos governantes, pois deve operar até mesmo depois de 2030 dentro dos padrões fiscais e políticos vistos atualmente. A habilidade dos governos de manter tais dívidas sob controle e encontrar meios alternativos de realizar serviços públicos exigidos pela população pode interferir em sua capacidade de lidar com os maiores desafios sociais, econômicos e ambientais.

Quando cita as alterações no poder econômico das nações, o estudo em questão aborda o processo que já ocorre no qual economias emergentes retiram milhões de pessoas de uma condição social abaixo da linha da pobreza e assumem postura de maior influência na economia mundial. Com tal mudança de poder global, tanto instituições internacionais quanto governos precisarão focar suas atenções na manutenção de sua transparência.

Uma vez que o assunto envolve expectativas para os próximos anos e previsões de mudanças, as condições climáticas mundiais entram em destaque imediato. O aumento da emissão de gases causadores do efeito estufa, como o gás carbônico proveniente de fábricas e grandes máquinas, vem gerando mudança climática gradual. Essa emissão causa uma mistura de imprevisíveis mudanças no meio ambiente. Elaborar políticas para alcançar um equilíbrio adequado entre a adaptação e a suavização de tais efeitos climáticos será uma das grandes dificuldades futuras para a maioria dos governo mundiais.

Uma crise causada pela escassez de recursos naturais também foi prevista pela KPMG. A empresa explica que a combinação de pressões originadas pelo crescimento populacional, econômico e de mudanças climáticas irá intensificar um stress global causado pela redução crítica de recursos como água, alimentos, terras férteis para plantio e energia. Essas questões irão fixar o assunto de políticas sustentáveis de gerenciamento de recursos no centro das discussões governamentais.

Além de considerar o aquecimento global causado pela emissão de gases nocivos
à atmosfera e a redução drástica de recursos naturais, o estudo das megatendências para o futuro atenta para o alto índice de urbanização previsto para os próximo anos. A Divisão Populacional da Organização das Nações Unidas aponta que quase dois terços da população mundial irá residir em cidades até 2030. Tal migração para áreas urbanas pode gerar oportunidades de desenvolvimento social e econômico, além de influenciar a implementação de um estilo de vida mas sustentável, mas, apesar disso, o alto número de moradores em metrópoles comprometerá a qualidade da infraestrutura e do acesso a recursos naturais nesses locais. A quantidade de energia para atender essa população urbana será especialmente afetada.

Em meio a tais tendências, entende-se que certas mudanças serão necessárias para que os governos acompanhem as transformações previstas. Políticas públicas, regulamentações, e programas populacionais serão fundamentais para que sejam atendidas as novas demandas mundiais.

Por: Luísa Leite
Equipe de Redação Vallya


BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS