O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que anunciará em breve uma nova política operacional para concessão de empréstimos pelo banco de fomento em 2014. “Vamos fazer um esforço para moderar o volume [de empréstimos]”, afirmou a jornalistas durante o evento “Construindo Startups de Classe Mundial”, promovido pelo Instituto Talento Brasil na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na última segunda-feira (9), na capital paulista.

O Programa de Investimentos em Logística, lançado em agosto pelo governo, contemplará nove trechos de rodovias e 12 de ferrovias. O governo pretende – ao conceder rodovias à iniciativa privada e promover parcerias público-privadas (PPP) para as ferrovias – criar condições para que o país restabeleça a capacidade de planejamento do sistema de transportes, com integração de modais e articulação com as cadeias produtivas.

Para Clodoaldo Hugueney, ex-embaixador em Pequim, Brasil precisa olhar para o consumo das famílias na China

Com o esgotamento do modelo econômico baseado nas exportações e nos investimentos em infraestrutura, a China corre para implementar um novo caminho para sua economia, desta vez pautado no setor de serviços e no consumo. Esse cenário abre uma gama de possibilidades para empresas e investidores brasileiros, embora os riscos aumentem na medida que o crescimento do país desacelere. Para o embaixador Clodoaldo Hugueney, representante do Brasil em Pequim até fevereiro (quando se aposentou), o sucesso das reformas prometidas pelo novo governo comandado por Xi Jin-ping dará o tom da nova China.

A orientação política tomada pelo governo brasileiro é privilegiar a produção nacional, e não para abrir a economia ao comércio internacional e a investimentos. É assim que vários parceiros interpretam o relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC), que serve de base para o exame da política comercial do Brasil.

A própria OMC é menos incisiva, mas sugere ao Brasil, que chama de sexta economia do mundo, a abertura de sua economia. "Devido ao tamanho e a importância da economia brasileira, é crucial para o país continuar a se abrir ao comércio e ao investimento e adotar políticas que favoreçam o crescimento", diz a entidade.