Fator não-mercadológico ainda pouco estudado nas teorias de internacionalização de empresas, a atividade de relações governamentais é de grande relevância para a atuação das multinacionais. Legislação, política industrial, licenças, tarifas, contenciosos, financiamentos subsidiados e preços controlados são alguns exemplos dentre muitos de temas correntes no cotidiano de multinacionais que exigem ação estratégica da área de relações governamentais.

O cenário político conturbado de 2016 e a ilegalidade no relacionamento entre empresários e o poder público, reveladas por operações como a LavaJato e a Zelotes, jogaram luz sobre as relações governamentais, uma área até então tratada com timidez pelos escritórios de advocacia. O setor foi estimulado recentemente pela necessidade de sistematizar uma forma segura, legal e eficiente de as empresas lidarem com os detentores do poder.