O campo tem despertado o interesse de fabricantes e montadoras de drones. A vocação agrícola e pecuária do Brasil tem levado empresas nacionais a desenvolver novos modelos e softwares para os mais diversos fins, desde monitoramento de pragas a contagem de bovinos pelo brinco de rastreamento. Os aparelhos eram basicamente usados para imagens recreativas, como casamentos e outras festas. No máximo, faziam fotos aéreas de propriedades. Hoje, são embarcados com câmeras com sensores de temperatura que rastreiam até alterações nas composições químicas das plantas.

"De dois anos para cá, houve uma explosão do uso de drones na agropecuária, especialmente em agricultura de precisão, para análise de solo e plantio. Isso se deve porque um drone hoje custa o que se pagava por uma imagem aérea feita por avião ou helicóptero. Tem compensado comprar um modelo", explica Leonardo Garcia, engenheiro eletrônico da fabricante XFly, que tem em seu portfólio três modelos para o campo.

As vendas também estão aquecidas. "Temos um crescimento de 10% ao mês. Em 2015, vendemos cerca de 50 equipamentos, custando em média R$ 20 mil cada. Desse total de vendas, 70% foi destinado à agricultura", contabiliza.

Com a crise afetando intensamente outros setores que consumiam intensamente a tecnologia, como a construção civil e topografia, a agropecuária tem ganho espaço, abocanhando em média quase 80% das vendas das empresas. Tanto que, após contratar uma consultoria de mercado, a Sensormap decidiu criar seu próprio modelo para a agricultura, o SX8, equipado com sensor de mapeamento e que exporta os dados para o computador de bordo de colheitadeiras e plantadeiras, para nortear suas atividades.

Fonte: Globo Rural - publicado em 29/10/2015


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