Mestre em estudos contemporâneos da China pela Renmin University of China, Larissa Wachholz, sócia diretora da Vallya Negócios e Investimentos, chama a atenção para a importância de os empresários brasileiros compreenderem a situação político-econômica do país onde pretendem fazer negócios. "A Ásia, em especial, tem sistemas políticos mais complexos. Se o plano quinquenal em vigor na China diz que a garantia da segurança alimentar é prioridade do governo chinês para os próximos cinco anos, sabemos que isso representa uma grande oportunidade para empresas brasileiras exportadoras de alimentos", alerta Larissa.

Com projeção de crescimento de PIB em torno de 3% em 2016, a Espanha voltou a apresentar um cenário fértil para exportações brasileiras. As possibilidades de investimentos fazem parte do radar da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil. Aos associados, a Câmara oferece atividades desde a busca de potenciais sócios ou clientes, por meio de bases de dados especializadas, ao detalhamento de mecanismos de financiamento, de garantia ou seguros de crédito à exportação.

Carolina Carvalho, diretora executiva da Câmara Espanhola, explica que os associados contam com uma rede de prestadores de serviços especializados nos mercados espanhol e europeu.

Em 2015, a área internacional do sistema da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) completou duas décadas de apoio à inserção qualificada do setor empresarial fluminense no ambiente internacional. Em 20 anos, as exportações do Estado do Rio de Janeiro passaram US$ 2 bilhões (1995) para US$ 17 bilhões (2015). Claudia Teixeira dos Santos, especialista em comércio exterior da Firjan Internacional, destaca que houve um aumento de mais de 700% desde o início das atividades da área.

Além de promover missões no exterior, a equipe da Firjan Internacional defende interesses dos empresários para tornar o ambiente de comércio internacional mais amigável. Há um trabalho contínuo para elencar soluções para os principais gargalos burocráticos e questões regulatórias.

Parceira da Firjan em muitas ações de estímulo às exportações no Rio de Janeiro, a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) tem um trabalho árduo junto aos governos do Brasil e dos EUA para eliminar barreiras tarifárias, tributárias e regulatórias.Steven Bipes, diretor-executivo da AmCham Rio, diz que a intenção é acabar com a bitributação, um dos maiores entraves ao aumento da competitividade das empresas brasileiras no mercado norte-americano.

"Brasil e EUA têm a maior relação bilateral do planeta que não goza de um benefício para evitar a bitributação. Conseguimos, em 2015, que fosse estabelecida uma espécie de troca de informações entre a Receita Federal do Brasil e o órgão semelhante nos EUA. Mas temos muito trabalho pela frente", conta.

Entre 2 e 4 de fevereiro, em Dubai, 14 empresas ligadas à Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo) participarão da AEEDC (International Dental Conference & Arab Dental Exhibition). Trata-se da décima participação da comitiva brasileira na maior feira odontológica do Oriente Médio e Norte da África e faz parte do Projeto Brazilian Health Devices, realizado pela Abimo em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Clara Porto, gerente de marketing da Abimo, explica que, antes de participar de uma feira internacional, os associados recebem treinamentos e orientações sobre tudo o que é necessário para realizar negócios naquele país. "O empresário precisa saber particularidades como a forma mais adequada de entregar um cartão de visitas ou fazer uma saudação", diz Clara.

Parceria da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) e da Apex, o Programa Abrava Exporta levou entre 25 e 27 de janeiro doze empresas brasileiras à AHR Expo Orlando 2016, da American Society of Heating, Refrigerating, and Air Conditioning Engineers. Leila Vasconcellos, gestora do programa, afirma que a participação das empresas brasileiras em feiras internacionais tem tornado a tecnologia verde-amarela mais conhecida.

 

Texto por: Suzana Liskauskas

Fonte: Valor Econômico - Edição impressa - 28 de janeiro de 2016


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