Foi lançado no Rio de Janeiro, em debate promovido na Fundação Dom Cabral, o mais recente documento de análise do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) a respeito dos investimentos chineses no Brasil: o Boletim de Investimentos Chineses no Brasil: 2012–2013. O documento dá continuidade a uma série de estudos elaborados pelo CEBC desde 2011, que têm como objetivo mapear os anúncios de investimentos de companhias de origem chinesa no País e avaliar as principais tendências em termos de perfil, volume, setor e localização.

O evento escolhido para o lançamento foi o Café China, encontro periódico organizado pelo CEBC para a promoção de debates relevantes ao tema das relações econômicas e políticas sino-brasileiras. Túlio Cariello, do CEBC, apresentou resultados do estudo: 31 projetos foram anunciados entre 2012 e 2013, totalizando US$ 8,43 bilhões em investimentos; cresceu a diversificação geográfica dos investimentos no País, ainda que o sudeste continue a receber o maior volume de recursos; constatou-se aumento no número de projetos efetivados; e, finalmente, percebe-se um rearranjo progressivo dos recursos naturais para a indústria.

Os comentaristas convidados do Café China foram a Sócia-diretora da Vallya, Larissa Wachholz, e o Professor Aldemir Drummond, da Fundação Dom Cabral. Larissa apontou que os investimentos das empresas chinesas no Brasil, em sua maior parte, refletem a busca por mercado consumidor e por garantia de suprimento de recursos naturais.

O investimento no Brasil visando o potencial de consumo do País reflete a necessidade das empresas chinesas de buscar mercados alternativos para crescer, especialmente em setores nos quais há grande número de competidores na China, o que reduz as margens de operação e limita o crescimento. Demandas recentes direcionadas à Vallya indicam aumento do interesse de companhias chinesas, especialmente privadas, por oportunidades de fusões e aquisições na agroindústria, setor ainda pouco contemplado nos investimentos chineses no Brasil, mesmo sendo de grande relevância ao comércio bilateral.

Por: Equipe de Redação Vallya

 


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